PORQUE PLANEJAR UM EVENTO?
Quem já não planejou um aniversário ou um churrasco? Porém, tais experiências não tornam uma pessoa capaz de organizar ou planejar um evento público ou privado de maior porte.
Existem cursos técnicos e disciplinas em cursos superiores (como o caso da disciplina de planejamento e organização de eventos nos cursos de turismo) que discutem as técnicas e especificidades dessa área.
Os eventos podem ter como objetivos uma comemoração, celebração, homenagens, trabalhos, negócios, instrumento de marketing de empresas e municípios, apresentação de produtos e outros.
Hoje, muitos eventos não alcançam os objetivos esperados e o resultado disso é o desperdício de recursos, a insatisfação e a frustração de expectativas, tanto das pessoas que promovem, como das que participam de tais eventos. Para que eles atinjam os objetivos esperados torna-se necessário realizar um planejamento adequado a cada tipo de evento.
O planejamento e a organização de evento exigem certa clareza quanto à sua natureza (se o evento é público, privado ou misto), qual será a abrangência, (nacional, regional, local), quem será o público alvo do evento, que meios de comunicação serão usados para divulgar e promove-lo e quais os protocolos e cerimônias que devem ser seguidos.
Quando se sabe a localização e as características do público alvo, fica mais fácil formatar a propaganda e o meio de comunicação mais econômico e eficaz para se atingir os objetivos.
Antes de se definir um local e uma data torna-se necessário saber se o local comportará o número de visitantes esperados e se a estrutura e equipamentos irão satisfazer as necessidades dos visitantes.
A escolha da data é fundamental para que se certifique que nenhum outro evento estará ocorrendo ao mesmo tempo ou ainda, se o período em que se pretende realizar a festividade é um período reconhecidamente favorável. Por exemplo: períodos de chuva e frio intensos costumam prejudicar eventos a céu aberto. Uma consulta a órgãos de metereologia ou históricos de índice de pluviosidade pode ajudar a antever possíveis problemas de ordem climática.
Outra medida importante no planejamento de um evento é a atribuição das tarefas entre os envolvidos e definição de seus direitos e responsabilidades.
Torna-se fundamental que se definam quais serão os custos e os prováveis benefícios desse evento e como esses serão distribuídos entre os envolvidos. Por exemplo, existem eventos realizados que beneficiam comerciantes de fora do município e que tem custos direcionados para o poder público ou ainda sobre a comunidade local.
Em eventos públicos de grande porte é imprescindível, especial atenção às condições de segurança, higiene, informações dos produtos e serviços disponíveis, bem como itinerários de shows, apresentações, palestras, e outros.
Em eventos de maior porte são efetuadas pesquisas de demanda com o intuito de identificar o perfil dos visitantes, sua idade, profissão, forma de deslocamento, estimativas de gastos, suas opiniões em relação aos produtos e serviços ofertados, bem como suas críticas e sugestões aos próximos eventos. A pesquisa de demanda permite ao planejador saber exatamente quais foram os pontos positivos e negativos do evento com a finalidade de corrigir as falhas e proporcionar mais conforto e credibilidade ao publico nas próximas ocasiões.
Os eventos apresentam uma série de imprevistos que podem prejudicar ou até mesmo inviabilizar sua realização. Pensando dessa forma, para que um evento tenha o êxito desejado o planejador deve tentar antever na medida do possível, os imprevistos que podem vir a surgir e assim propor medidas mitigadoras para amenizar os impactos negativos que possam ocorrer.
Luiz Fernando Roscoche
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
AS BELEZAS NATURAIS DE SÃO JOÃO DO TRIUNFO
Os fatores naturais, sem dúvida alguma, tiveram uma grande importância na historia de São João do Triunfo. Tanto isso é verdade que o município tráz em seu brasão de armas a figura do pinheiro o qual remete ao ciclo econômico da madeira e um ramo de erva-mate, outra importante ciclo econômico.
A hidrografia da região é outro fator relevante na história do município, com destaque para a navegação do Rio Iguaçu, considerado um dos fatores do desenvolvimento do município.
Além do Rio Iguaçu, há outros importantes rios como: o Rio da Vargem, Rio dos Patos, Rio Lajeadinho, Rio Água Branca e outros. Além de uma importante malha hidrográfica, o município conta ainda com inúmeras quedas d’água como a Cachoeira de Coxilhão do Meio onde é possível encontrar duas quedas d’água: uma de 10 e outra de 5 metros de altura. Ao lado da cachoeira é possível encontrar uma gruta de 1 metro de altura. Na mesma localidade, existe ainda a Cachoeira da Araucária (que dista 12 km do centro do município), que possui uma queda d’água de 25 metros de altura. Ainda na localidade Coxilhão do Meio (a apenas 8 km do município) é possível encontrar o Salto do Pinheiro de Pedra, com aproximadamente 15 metros de altura. O salto recebe esse nome por passar por baixo de uma formação rochosa que alguns acreditam se assemelhar a um pinheiro de pedra. Na localidade de Faxinal dos Seixas, encontramos a Cachoeira do Seixas (que dista 26 km da sede), com queda de cerca de 7 metros de altura. Na vegetação de entorno, é possível encontrar xaxins, taquara, guabiroba, pinheiro, pinus e outras espécies.
Para os banhistas que preferem águas mais plácidas a opção é se dirigir ao Rio do Baio, nas proximidades da Escola Argemiro Luiz de Lima.
Para os amantes de observação da flora e fauna o município conta com o Parque Municipal do Iguaçu, uma área com 46.700,00 m² localizada na Vila Palmira as margens do Rio Iguaçu.
Outro atrativo que mescla belezas naturais, religiosidade e patrimônio história é o Parque da Gruta, uma área de 62.713,50 m² e que foi tombada como patrimônio histórico, paisagístico, turístico e religioso de São João do Triunfo pela Lei 549/1990. Nessa área acontece uma das mais importantes festividades do município, a Festa da Nossa Senhora Conceição, que atrai em média cerca de 5 mil visitantes, oriundos de toda a região dos Campos Gerais, Curitiba e região metropolitana.
Embora as belezas naturais de São João do Triunfo não se esgotem nesse pequeno relato, é o bastante para instigar um passeio por essas terras. Talvez uma observação mais detalhada faça com que alguns trechos do hino do município ganhem maior sentido para turistas e visitantes. “Salve esta gleba gigante de belezas naturais. Nossos jovens triunfantes não contemplaram iguais” [..] Salve as verdes florestas, cor da esperança da terra. Pássaros cantam em festa, na alvorada da nascente se encerra”.
A hidrografia da região é outro fator relevante na história do município, com destaque para a navegação do Rio Iguaçu, considerado um dos fatores do desenvolvimento do município.
Além do Rio Iguaçu, há outros importantes rios como: o Rio da Vargem, Rio dos Patos, Rio Lajeadinho, Rio Água Branca e outros. Além de uma importante malha hidrográfica, o município conta ainda com inúmeras quedas d’água como a Cachoeira de Coxilhão do Meio onde é possível encontrar duas quedas d’água: uma de 10 e outra de 5 metros de altura. Ao lado da cachoeira é possível encontrar uma gruta de 1 metro de altura. Na mesma localidade, existe ainda a Cachoeira da Araucária (que dista 12 km do centro do município), que possui uma queda d’água de 25 metros de altura. Ainda na localidade Coxilhão do Meio (a apenas 8 km do município) é possível encontrar o Salto do Pinheiro de Pedra, com aproximadamente 15 metros de altura. O salto recebe esse nome por passar por baixo de uma formação rochosa que alguns acreditam se assemelhar a um pinheiro de pedra. Na localidade de Faxinal dos Seixas, encontramos a Cachoeira do Seixas (que dista 26 km da sede), com queda de cerca de 7 metros de altura. Na vegetação de entorno, é possível encontrar xaxins, taquara, guabiroba, pinheiro, pinus e outras espécies.
Para os banhistas que preferem águas mais plácidas a opção é se dirigir ao Rio do Baio, nas proximidades da Escola Argemiro Luiz de Lima.
Para os amantes de observação da flora e fauna o município conta com o Parque Municipal do Iguaçu, uma área com 46.700,00 m² localizada na Vila Palmira as margens do Rio Iguaçu.
Outro atrativo que mescla belezas naturais, religiosidade e patrimônio história é o Parque da Gruta, uma área de 62.713,50 m² e que foi tombada como patrimônio histórico, paisagístico, turístico e religioso de São João do Triunfo pela Lei 549/1990. Nessa área acontece uma das mais importantes festividades do município, a Festa da Nossa Senhora Conceição, que atrai em média cerca de 5 mil visitantes, oriundos de toda a região dos Campos Gerais, Curitiba e região metropolitana.
Embora as belezas naturais de São João do Triunfo não se esgotem nesse pequeno relato, é o bastante para instigar um passeio por essas terras. Talvez uma observação mais detalhada faça com que alguns trechos do hino do município ganhem maior sentido para turistas e visitantes. “Salve esta gleba gigante de belezas naturais. Nossos jovens triunfantes não contemplaram iguais” [..] Salve as verdes florestas, cor da esperança da terra. Pássaros cantam em festa, na alvorada da nascente se encerra”.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Turismo de eventos é o que mais cresce na atualidade
Quem disse que uma cidade precisa ter obrigatoriamente atrativos naturais para atrair turistas? Um exemplo que demonstra o contrário é São Paulo, que fica com metade dos visitantes estrangeiros que desembarcam no país a trabalho. Segundo a Revista Exame, esse público gasta em média 110 dólares por dia, ante 80 dólares de um turista que viaja a lazer. A capital paulista é o palco de 80% das 160 principais feiras que ocorrem no país.
O turismo de eventos é um dos setores que mais cresce na atualidade, chegando a superar o crescimento do setor do turismo como um todo, com uma tava de crescimento de 12% nos últimos anos. Algumas vantagens atribuídas ao turismo de eventos se devem ao fato que podemos planejar os fluxos, podendo inclusive direciona-los para os períodos de baixa estação. A permanência dos turistas de eventos costumam ser maior do que os turistas convencionais, bem como gasto médio diário do turista de eventos é muito superior a dos turistas convencionais.
De acordo com estudos publicados pelo International Congress and Convention Association estima-se que no mundo sejam realizados mais de 70 mil eventos.
Os eventos que podem ter uma finalidade religiosa, esportiva, cultural, social, de lazer, negócios ou profissional. Esse ano, a África será sede de um dos mais esperados, a Copa do Mundo. Já o Brasil, se prepara para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo especialistas, cerca de 25 bilhões de reais serão investidos para dotar o país de infra-estrutura que será utilizada durante e até mesmo depois dos jogos. Muitos setores da sociedade serão beneficiados com esse evento, inicialmente acredita-se que o setor de construção civil será um dos primeiros beneficiados, mas, muitos outros postos de trabalho na área de segurança, alimentação, transporte e hospedagem serão envolvidos direta ou indiretamente.
Em nosso município, possuímos inúmeros eventos religiosos, étnicos e populares que atraem visitantes de toda a região. Alguns exemplos desses eventos é o Rodeio da Integração e a festa do Carneiro que já são tradicionais. Entre os eventos étnicos destaca-se a Festa Típica Polonesa de Santa Bárbara e a Festa Ítalo-Brasileira. Já entre as festas de cunho religioso, destaca-se a festa da Padroeira Nossa Senhora Imaculada Conceição que ocorre no dia 8 de dezembro, além da festa do Bom Jesus do Monte (que ocorre na localidade de Vieiras) e a Festa de Nossa Senhora das Neves, que ocorre na localidade do Cercado e é com certeza a maior festa religiosa do município, atraindo visitantes de muitas cidades do Estado.
Mas se planejássemos criar novos eventos no município que infra-estrutura teríamos disponível?
Para sediar palestras, conferencias e seminários teríamos somente na área central, teríamos o Cine Teatro Municipal e o Clube Palmeirense que juntos poderiam comportar quase mil pessoas. Próximo dali teríamos ainda os salões de eventos do clube Juventude Atlética Palmeirense e a Câmara Municipal de Palmeira (respectivamente com capacidade 420 e 130 pessoas) além dos auditórios dos Colégios Jesuíno Marcondes e Dom Alberto Gonçalves (ambos com 200 lugares). Já para eventos a céu aberto e de maior público, o município possui o Centro de Eventos Parque Caminho das Tropas, dotada de cancha de provas de areia de 35 m x 60m; um barracão 1.300 metros quadrados com banheiros, área para exposição de gado, cozinha; área para camping, pista de corrida de motocross, banheiros, pontos de energia, estacionamento, etc.
Embora o município possua inúmeras potencialidades para desenvolver o turismo de eventos, algumas deficiências merecem atenção, como por exemplo, a ampliação do número de leitos bem como da infra-estrutura de alimentação e transporte.
Porém, ninguém fará investimentos nessas áreas se não tiverem uma garantia de que esses eventos ocorram, nesse sentido, os órgãos competentes na área de turismo poderiam realizar captação de eventos. Desse modo o município poderia captar eventos de se adequassem a sua infra-estrutura e planejá-los de modo a proporcionar oportunidades para todos os envolvidos.
Luiz Fernando Roscoche
O turismo de eventos é um dos setores que mais cresce na atualidade, chegando a superar o crescimento do setor do turismo como um todo, com uma tava de crescimento de 12% nos últimos anos. Algumas vantagens atribuídas ao turismo de eventos se devem ao fato que podemos planejar os fluxos, podendo inclusive direciona-los para os períodos de baixa estação. A permanência dos turistas de eventos costumam ser maior do que os turistas convencionais, bem como gasto médio diário do turista de eventos é muito superior a dos turistas convencionais.
De acordo com estudos publicados pelo International Congress and Convention Association estima-se que no mundo sejam realizados mais de 70 mil eventos.
Os eventos que podem ter uma finalidade religiosa, esportiva, cultural, social, de lazer, negócios ou profissional. Esse ano, a África será sede de um dos mais esperados, a Copa do Mundo. Já o Brasil, se prepara para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo especialistas, cerca de 25 bilhões de reais serão investidos para dotar o país de infra-estrutura que será utilizada durante e até mesmo depois dos jogos. Muitos setores da sociedade serão beneficiados com esse evento, inicialmente acredita-se que o setor de construção civil será um dos primeiros beneficiados, mas, muitos outros postos de trabalho na área de segurança, alimentação, transporte e hospedagem serão envolvidos direta ou indiretamente.
Em nosso município, possuímos inúmeros eventos religiosos, étnicos e populares que atraem visitantes de toda a região. Alguns exemplos desses eventos é o Rodeio da Integração e a festa do Carneiro que já são tradicionais. Entre os eventos étnicos destaca-se a Festa Típica Polonesa de Santa Bárbara e a Festa Ítalo-Brasileira. Já entre as festas de cunho religioso, destaca-se a festa da Padroeira Nossa Senhora Imaculada Conceição que ocorre no dia 8 de dezembro, além da festa do Bom Jesus do Monte (que ocorre na localidade de Vieiras) e a Festa de Nossa Senhora das Neves, que ocorre na localidade do Cercado e é com certeza a maior festa religiosa do município, atraindo visitantes de muitas cidades do Estado.
Mas se planejássemos criar novos eventos no município que infra-estrutura teríamos disponível?
Para sediar palestras, conferencias e seminários teríamos somente na área central, teríamos o Cine Teatro Municipal e o Clube Palmeirense que juntos poderiam comportar quase mil pessoas. Próximo dali teríamos ainda os salões de eventos do clube Juventude Atlética Palmeirense e a Câmara Municipal de Palmeira (respectivamente com capacidade 420 e 130 pessoas) além dos auditórios dos Colégios Jesuíno Marcondes e Dom Alberto Gonçalves (ambos com 200 lugares). Já para eventos a céu aberto e de maior público, o município possui o Centro de Eventos Parque Caminho das Tropas, dotada de cancha de provas de areia de 35 m x 60m; um barracão 1.300 metros quadrados com banheiros, área para exposição de gado, cozinha; área para camping, pista de corrida de motocross, banheiros, pontos de energia, estacionamento, etc.
Embora o município possua inúmeras potencialidades para desenvolver o turismo de eventos, algumas deficiências merecem atenção, como por exemplo, a ampliação do número de leitos bem como da infra-estrutura de alimentação e transporte.
Porém, ninguém fará investimentos nessas áreas se não tiverem uma garantia de que esses eventos ocorram, nesse sentido, os órgãos competentes na área de turismo poderiam realizar captação de eventos. Desse modo o município poderia captar eventos de se adequassem a sua infra-estrutura e planejá-los de modo a proporcionar oportunidades para todos os envolvidos.
Luiz Fernando Roscoche
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
TURISMO: POTENCIALIDADE OU PRODUTO?
Assim como toda pessoa possui algumas potencialidades, as cidades possuem as suas, tendências que são constatadas através de sua caracterização produtiva, de sua mão-de-obra, sua localização geográfica, e outros fatores que incidem na sua identidade produtiva. Um município pode ter uma ou várias potencialidade.
A formação do município de Palmeira é marcada pelo Caminho das Tropas e mais tarde pela vinda de imigrantes europeus que fizeram a agropecuária prosperar significativamente introduzindo novas técnicas de cultivo e criação de animais.
Mas não foram apenas as atividades agropecuárias que prosperaram, afinal, nessa fusão de etnias entre negros, portugueses, alemães, poloneses, russos, franceses, italianos, e outros, viu-se nascer uma diversificada riqueza cultural materializada nas edificações, na gastronomia, usos e costumes e outros que resistem até hoje em nosso município, embora muitas vezes sejam desmerecidos e desapercebidos pelos seus habitantes.
A vocação agropecuária do município por sua vez, pode vir a contribuir para a consolidação da atividade turística, tornando-se uma alternativa de desenvolvimento aproveitando os recursos naturais e culturais, ainda preservados no meio rural e ao mesmo tempo contribuindo para diversificar a economia de pequenos proprietários rurais, e melhorando sua qualidade de vida. Fala-se em alternativa por se considerar que não é necessário o abandono das atividades agropecuárias em detrimento do turismo.
É inquestionável a existência de potencialidades turísticas latentes em nosso município. Todavia, a simples existência de uma potencialidade ou de uma vocação não é suficiente, havendo a necessidade de existência de um produto final capaz de ser comercializado. A passagem de um potencial turístico para um produto turístico pressupõe a existência de uma infra-estrutura de equipamentos e serviços que atendam as necessidades dos visitantes.
Para que esse produto seja comercializado torna-se necessário ainda, a existência de um mercado consumidor que no caso de Palmeira, pode ser representado pelos municípios vizinhos e principalmente pelos grandes centros urbanos como Curitiba, Ponta Grossa e outros, considerados como grandes centros emissores de turistas.
A transformação das potencialidades turísticas em um produto exige um esforço conjunto de toda a sociedade, para o planejamento e consolidação do turismo de maneira integrada e interdependente a cadeia produtiva local e regional, tornando-se assim um agente efetivo de melhoria das condições socioeconômicas da população local.
É pensando dessa forma, que ações desenvolvidas em prol do desenvolvimento turístico local estão procurando romper a barreira do discurso e tornar-se um agente efetivo na construção do município.
Luiz Fernando Roscoche
A formação do município de Palmeira é marcada pelo Caminho das Tropas e mais tarde pela vinda de imigrantes europeus que fizeram a agropecuária prosperar significativamente introduzindo novas técnicas de cultivo e criação de animais.
Mas não foram apenas as atividades agropecuárias que prosperaram, afinal, nessa fusão de etnias entre negros, portugueses, alemães, poloneses, russos, franceses, italianos, e outros, viu-se nascer uma diversificada riqueza cultural materializada nas edificações, na gastronomia, usos e costumes e outros que resistem até hoje em nosso município, embora muitas vezes sejam desmerecidos e desapercebidos pelos seus habitantes.
A vocação agropecuária do município por sua vez, pode vir a contribuir para a consolidação da atividade turística, tornando-se uma alternativa de desenvolvimento aproveitando os recursos naturais e culturais, ainda preservados no meio rural e ao mesmo tempo contribuindo para diversificar a economia de pequenos proprietários rurais, e melhorando sua qualidade de vida. Fala-se em alternativa por se considerar que não é necessário o abandono das atividades agropecuárias em detrimento do turismo.
É inquestionável a existência de potencialidades turísticas latentes em nosso município. Todavia, a simples existência de uma potencialidade ou de uma vocação não é suficiente, havendo a necessidade de existência de um produto final capaz de ser comercializado. A passagem de um potencial turístico para um produto turístico pressupõe a existência de uma infra-estrutura de equipamentos e serviços que atendam as necessidades dos visitantes.
Para que esse produto seja comercializado torna-se necessário ainda, a existência de um mercado consumidor que no caso de Palmeira, pode ser representado pelos municípios vizinhos e principalmente pelos grandes centros urbanos como Curitiba, Ponta Grossa e outros, considerados como grandes centros emissores de turistas.
A transformação das potencialidades turísticas em um produto exige um esforço conjunto de toda a sociedade, para o planejamento e consolidação do turismo de maneira integrada e interdependente a cadeia produtiva local e regional, tornando-se assim um agente efetivo de melhoria das condições socioeconômicas da população local.
É pensando dessa forma, que ações desenvolvidas em prol do desenvolvimento turístico local estão procurando romper a barreira do discurso e tornar-se um agente efetivo na construção do município.
Luiz Fernando Roscoche
A Violência e o turismo
Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro ao Word Trade Center, o mundo jamais foi o mesmo pois ficaram abaladas as esferas políticas, sociais, culturais e econômicas, em especial no caso do turismo haja visto que o incidente envolveu dois aviões de passageiros e um ponto turístico importante dos E.U.A o Word Trade Center. Os impactos no setor turístico fizeram-se sentir também na queda das vendas de pacotes turísticos aos E.U.A, falência de empresas aéreas e turísticas, sem falar na paranóia generalizada que atingiu toda a população.
Em um destes episódios trágico, o noticiário da TV nos mostrava um ataque terrorista, onde uma bomba explodiu em frente a uma danceteria em Bali (Indonésia), e que esta, tinha como seus principais freqüentadores turistas de toda parte do mundo, trazidos pela beleza paradisíaca do lugar que vive essencialmente do turismo. Atentados e seqüestros, que tem como alvo turistas, começam a se tornam freqüentes.
Poderíamos citar milhares de eventos catastróficos que vêem ameaçando toda a ordem social, econômica, cultural, que por vezes fazem vítimas inocentes em nome do fanatismo e intolerância. Os terroristas escolhem os turistas como seus alvos porque, em primeiro lugar terão uma ampla cobertura da mídia internacional, e em segundo porque a chance de haver um incidente diplomático entre países, líderes ou organizações é muito alta, gerando com isso o caos e a desordem.
Embora no Brasil não tenhamos ataques terroristas ou catástrofes naturais possuímos problemas sociais gravíssimos, como a má distribuição de renda, desemprego, as favelas, o narcotráfico, etc, que conseqüentemente leva a um resultado final de violência e desordem estampados freqüentemente nos principais veículos de comunicação do mundo, afetando com isso a imagem do nosso país e conseqüentemente da economia, com a queda de ingresso de turistas estrangeiros. Não é demais lembrar que além de todos os crimes assasinatos e corrupção que acontecem em nosso país e tornam-se destaques da imprensa mundial. Até mesmo a imagem do Brasil que esta sendo passada pela indústria cinematrográfica brasileira ara o exterior não é das melhores. O filme cidade de Deus retrata a história de uma favela carioca regada a muitos tiros, mortes e drogas, e assim com o teor carregado de violência segue o filme Carandiru e finalmente a filme O Homem que copiava, onde a história é centralizada na questão do esterionato, roubo a banco e algumas “mortes básicas”. Sem dúvida são ótimos filmes, com um ótimo enredo, mas que aos poucos vão formando uma imagem esteriotipada e trágica de nosso país.
A Expressa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), em uma pura estratégia de marketing, no passado chegou a realizar suntuosos gastos, visando “vender uma imagem positiva” de nosso país no exterior. Mas antes vendermos uma imagem devemos buscar a resolução ou atenuação dos principais problemas sociais para que daí então, possamos vender uma imagem verdadeira de nosso país. “Maquiar” uma situação é ser conivente com os problemas e com sua perpetuação.
Luiz Fernando Roscoche
Em um destes episódios trágico, o noticiário da TV nos mostrava um ataque terrorista, onde uma bomba explodiu em frente a uma danceteria em Bali (Indonésia), e que esta, tinha como seus principais freqüentadores turistas de toda parte do mundo, trazidos pela beleza paradisíaca do lugar que vive essencialmente do turismo. Atentados e seqüestros, que tem como alvo turistas, começam a se tornam freqüentes.
Poderíamos citar milhares de eventos catastróficos que vêem ameaçando toda a ordem social, econômica, cultural, que por vezes fazem vítimas inocentes em nome do fanatismo e intolerância. Os terroristas escolhem os turistas como seus alvos porque, em primeiro lugar terão uma ampla cobertura da mídia internacional, e em segundo porque a chance de haver um incidente diplomático entre países, líderes ou organizações é muito alta, gerando com isso o caos e a desordem.
Embora no Brasil não tenhamos ataques terroristas ou catástrofes naturais possuímos problemas sociais gravíssimos, como a má distribuição de renda, desemprego, as favelas, o narcotráfico, etc, que conseqüentemente leva a um resultado final de violência e desordem estampados freqüentemente nos principais veículos de comunicação do mundo, afetando com isso a imagem do nosso país e conseqüentemente da economia, com a queda de ingresso de turistas estrangeiros. Não é demais lembrar que além de todos os crimes assasinatos e corrupção que acontecem em nosso país e tornam-se destaques da imprensa mundial. Até mesmo a imagem do Brasil que esta sendo passada pela indústria cinematrográfica brasileira ara o exterior não é das melhores. O filme cidade de Deus retrata a história de uma favela carioca regada a muitos tiros, mortes e drogas, e assim com o teor carregado de violência segue o filme Carandiru e finalmente a filme O Homem que copiava, onde a história é centralizada na questão do esterionato, roubo a banco e algumas “mortes básicas”. Sem dúvida são ótimos filmes, com um ótimo enredo, mas que aos poucos vão formando uma imagem esteriotipada e trágica de nosso país.
A Expressa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), em uma pura estratégia de marketing, no passado chegou a realizar suntuosos gastos, visando “vender uma imagem positiva” de nosso país no exterior. Mas antes vendermos uma imagem devemos buscar a resolução ou atenuação dos principais problemas sociais para que daí então, possamos vender uma imagem verdadeira de nosso país. “Maquiar” uma situação é ser conivente com os problemas e com sua perpetuação.
Luiz Fernando Roscoche
O que é um Conselho Municipal de Turismo ?
O Conselho Municipal de Turismo (CMT) deve ser criado por lei municipal como órgão superior de consulta da Administração Municipal. Constitui uma instância local, de caráter consultivo e deliberativo, para conjunção de esforços entre o poder público e a sociedade civil. Assessora a municipalidade em questões referentes ao desenvolvimento turístico municipal e participa na elaboração de Planos de Desenvolvimento Sustentável do Turismo. Neste caso, pronuncia-se sobre questões relevantes à compatibilidade entre turismo, economia e assuntos sociais e propõe diretrizes que garantam a sustentabilidade da atividade turística.
O Conselho é composto de representantes de vários segmentos organizados da sociedade, tais como associações, cooperativas e sindicatos, entre outros. A criação do Conselho resulta do princípio da descentralização que torna necessária a constituição de uma entidade desvinculada do poder público e voltada à sociedade civil organizada. Sob este aspecto, o Conselho representa um amplo fórum de discussão aberta e democrática.
Dentre os principais argumentos que justificam a existência de um CMT pode-se destacar que ele possibilita o envolvimento e comprometimento da comunidade com questões relevantes ao turismo, em combinação com outros assuntos, como o meio ambiente, a cultura e a economia. Cria, desta forma, um laço forte entre o poder público e as forças privadas e serve como veículo de comunicação no município. Possibilita também a descentralização do poder e a divisão de responsabilidades dentro do município. Ajuda igualmente a captar, canalizar e fiscalizar os recursos do FMT, integrando-se através deste nos circuitos econômicos do município. Além disso, articula, planeja e executa ações de uma equipe inter e multidisciplinar, reunindo competência e conhecimento das mais diversas áreas, promovendo conhecimento sobre as condições locais, o que o torna um fator de enriquecimento nas discussões da localidade pela somatória das idéias. O conhecimento acumulado no Conselho ajuda a evitar a manipulação político-partidária, estabelecendo em conseqüência disso uma verdadeira democracia popular.
Comumente, o Conselho não pode ser uma extensão do Poder Público Municipal, mas sim representar um colegiado de entidades (e não de pessoas) de relevância para o setor turístico do município, funcionando em caráter permanente e não podendo sofrer descontinuidade em suas ações administrativas, nem mesmo quando houver troca de líder no poder executivo.
Na composição do Conselho é adequado que possua mais da metade de seus membros estejam ligados direta ou indiretamente ao turismo e que não sejam remunerados, exercendo trabalho voluntário. Recomenda-se ainda que os monitores municipais do PNMT façam parte do mesmo e que o Conselho disponha de uma Secretaria Executiva ligada a alguma entidade participante para qualquer suporte burocrático.
Com isso espera-se que o através do CMT, o turismo seja gestionado dentro de um caráter democrático e participativo, respeitando os anseios e necessidades sociais.
Luiz Fernando Roscoche
O Conselho é composto de representantes de vários segmentos organizados da sociedade, tais como associações, cooperativas e sindicatos, entre outros. A criação do Conselho resulta do princípio da descentralização que torna necessária a constituição de uma entidade desvinculada do poder público e voltada à sociedade civil organizada. Sob este aspecto, o Conselho representa um amplo fórum de discussão aberta e democrática.
Dentre os principais argumentos que justificam a existência de um CMT pode-se destacar que ele possibilita o envolvimento e comprometimento da comunidade com questões relevantes ao turismo, em combinação com outros assuntos, como o meio ambiente, a cultura e a economia. Cria, desta forma, um laço forte entre o poder público e as forças privadas e serve como veículo de comunicação no município. Possibilita também a descentralização do poder e a divisão de responsabilidades dentro do município. Ajuda igualmente a captar, canalizar e fiscalizar os recursos do FMT, integrando-se através deste nos circuitos econômicos do município. Além disso, articula, planeja e executa ações de uma equipe inter e multidisciplinar, reunindo competência e conhecimento das mais diversas áreas, promovendo conhecimento sobre as condições locais, o que o torna um fator de enriquecimento nas discussões da localidade pela somatória das idéias. O conhecimento acumulado no Conselho ajuda a evitar a manipulação político-partidária, estabelecendo em conseqüência disso uma verdadeira democracia popular.
Comumente, o Conselho não pode ser uma extensão do Poder Público Municipal, mas sim representar um colegiado de entidades (e não de pessoas) de relevância para o setor turístico do município, funcionando em caráter permanente e não podendo sofrer descontinuidade em suas ações administrativas, nem mesmo quando houver troca de líder no poder executivo.
Na composição do Conselho é adequado que possua mais da metade de seus membros estejam ligados direta ou indiretamente ao turismo e que não sejam remunerados, exercendo trabalho voluntário. Recomenda-se ainda que os monitores municipais do PNMT façam parte do mesmo e que o Conselho disponha de uma Secretaria Executiva ligada a alguma entidade participante para qualquer suporte burocrático.
Com isso espera-se que o através do CMT, o turismo seja gestionado dentro de um caráter democrático e participativo, respeitando os anseios e necessidades sociais.
Luiz Fernando Roscoche
A IMPORTÂNCIA DA SINALIZAÇÃO TURISTICA
Um dos grandes problemas enfrentados no turismo brasileiro é sem dúvida a falta de sinalização e porque não dizer a ineficiente sinalização existente. A falta de sinalização pode provocar grandes transtornos aos turistas, prejudicando assim por sua vez a sua experiência no local. Prova deste problema é anualmente verificado nas pesquisas de demanda turística internacional realizada pela EMBRATUR. Segundo a pesquisa do ano de 2001 revela alguns fatos interessantes sobre a percepção que os visitantes têm do Brasil. A segurança pública, por exemplo, sempre citada como grave barreira ao desenvolvimento do turismo, figura em quarto lugar entre os pontos apresentados como negativos, ficando. A Sinalização Turística é alvo da maioria das críticas (15,7%) seguida pela Limpeza Pública (12,1%) e Comunicações (10,5%). Ou seja, a sinalização mostra-se assim como um dos graves problemas a serem solucionados pelos governos, mesmo porque este é um fator imprescíndivel para a organização de uma cidade, póis acredita-se que não só turistas sejam beneficiados com tal serviço mas também a população local que necessita de algumas informações, como a sinalização, para começar a conhecer a sua própria cidade. Cabe resaltar que o perfil dos turistas modernos demonstram ser cada dia mais independentes, e procuram meios para que possam se mover livremente, sem que no entanto, seja necessário a presença de um guia, ou ainda, seja necesário pedir informações ao municípes, pois estes via- de –regra, não conhecem os atrativos turísticos do lugar onde vivem.
A município da Lapa através de parcerias entre iniciativa privado a poder público realizaram a algum tempo a sinalização da cidade, utilizando um modelo de sinalização EMBRATUR, que busca afinizar-se com os modelos internacionais. Muitos municípios já tentaram desenvolver tipos alternativos de sinalização, por exemplo feitos de madeira rústica, ou então com algum tipo de letra especial, no entanto quando realizasse um tipo de sinlização muito exótico, corresse o risco de não se ter eficiência na transmissão das informações a que se pretende.
Para muitos a sinalização pode parecer uma banalidade, mas para outros ela é condição indispensável para o deslocamento em um determinado lugar. E mesmo porque são destes “pequenos detalhes” que compõe a atividade turística.
A IMPORTÂNCIA DO FUNDO MUNICIPAL DE TURISMO
Um elemento importante para o funcionamento do Conselho é a disponibilidade de recursos financeiros. Por isso, a legislação propõe a criação de um Fundo. A constituição e a operacionalização do FMT são instrumentos obrigatórios e imprescindíveis para o prosseguimento das atividades do Conselho e, conseqüentemente, do desenvolvimento turístico municipal no seu conjunto.
O FMT esta atrelado ao Conselho, servindo como instrumento de captação de recursos para viabilizar projetos e linhas de ações propostas pelo mesmo. Assim, a existência do Fundo permitirá que o Conselho tenha uma maior independência e autonomia política e financeira, impedindo influências políticas partidárias, uma vez que a destinação dos recursos deve seguir as orientações dos conselheiros e de sua presidência e secretaria executiva.
O início do processo de criação do FMT se dá através de um projeto de lei e a origem dos recursos é regida pela Lei Estadual 4320/71-73 com justificativa legal por parte da Câmara de Vereadores. Os recursos orçamentários devem ser previstos no ano anterior. As aquisições e concentrações são regidas pela Lei Estadual 8666/93 (Lei das Licitações Públicas). A Prestação de contas dos recursos deve ser feita junto aos Tribunais de contas do município, do Estado ou da União (TCM/TCE/TCU), conforme origem dos recursos. A responsabilidade legal perante o TCM/TCE/TCU é do Prefeito Municipal, que deve fiscalizar as ações do CMT.
O FMT pode ter como fontes recursos públicos, orçamentários e privados. Qualquer recurso que entre no Fundo, dever ser tratado como recurso público, mesmo de origem privada. O Conselho gerencia e delibera sobre a utilização destes recursos segundo o Plano Municipal de Turismo, prestando contas a Prefeitura Municipal. O Fundo tem um Comitê Gestor composto por membros do CMT. O Comitê do Fundo deve captar recursos, assinar a liberação de verbas e prestar contas do Fundo ao Conselho.
No gerenciamento dos recursos assinam os cheques o tesoureiro do Comitê e o presidente do Conselho ou outra designação do próprio Conselho. Um banco deve administrar os recursos financeiros em conta independente e analisar a viabilidade cadastral dos tomadores. A longo prazo, pretende-se que sejam liberados recursos públicos da área do turismo somente para os municípios que estejam no PNMT e disponham de um Conselho, de Fundo e de Planos Municipais de Turismo constituídos.
Cabe salientar que o bom funcionamento do CMT e de seus projetos e planos de turismo dependem diretamente dos recursos disponíveis no FMT e conseqüentemente dos repasses públicos, o que explique muitos entraves e dificuldades vividas no desenvolvimento turístico municipal.
O FMT esta atrelado ao Conselho, servindo como instrumento de captação de recursos para viabilizar projetos e linhas de ações propostas pelo mesmo. Assim, a existência do Fundo permitirá que o Conselho tenha uma maior independência e autonomia política e financeira, impedindo influências políticas partidárias, uma vez que a destinação dos recursos deve seguir as orientações dos conselheiros e de sua presidência e secretaria executiva.
O início do processo de criação do FMT se dá através de um projeto de lei e a origem dos recursos é regida pela Lei Estadual 4320/71-73 com justificativa legal por parte da Câmara de Vereadores. Os recursos orçamentários devem ser previstos no ano anterior. As aquisições e concentrações são regidas pela Lei Estadual 8666/93 (Lei das Licitações Públicas). A Prestação de contas dos recursos deve ser feita junto aos Tribunais de contas do município, do Estado ou da União (TCM/TCE/TCU), conforme origem dos recursos. A responsabilidade legal perante o TCM/TCE/TCU é do Prefeito Municipal, que deve fiscalizar as ações do CMT.
O FMT pode ter como fontes recursos públicos, orçamentários e privados. Qualquer recurso que entre no Fundo, dever ser tratado como recurso público, mesmo de origem privada. O Conselho gerencia e delibera sobre a utilização destes recursos segundo o Plano Municipal de Turismo, prestando contas a Prefeitura Municipal. O Fundo tem um Comitê Gestor composto por membros do CMT. O Comitê do Fundo deve captar recursos, assinar a liberação de verbas e prestar contas do Fundo ao Conselho.
No gerenciamento dos recursos assinam os cheques o tesoureiro do Comitê e o presidente do Conselho ou outra designação do próprio Conselho. Um banco deve administrar os recursos financeiros em conta independente e analisar a viabilidade cadastral dos tomadores. A longo prazo, pretende-se que sejam liberados recursos públicos da área do turismo somente para os municípios que estejam no PNMT e disponham de um Conselho, de Fundo e de Planos Municipais de Turismo constituídos.
Cabe salientar que o bom funcionamento do CMT e de seus projetos e planos de turismo dependem diretamente dos recursos disponíveis no FMT e conseqüentemente dos repasses públicos, o que explique muitos entraves e dificuldades vividas no desenvolvimento turístico municipal.
GANHANDO DINHEIRO COM A MISÉRIA !
GANHANDO DINHEIRO COM A MISÉRIA !
Embora possa parecer bastante contraditório, o sistema capitalista consegui achar uma forma de gerar lucro até mesmo com a miserabilidade de milhões de pessoas. A muito anos vem sendo feito um tipo diferente de turismo, um tanto excêntrico e inusitado, onde as pessoas tem a chance de conhecer lugares como as Favelas do Rio de Janeiro, visitas a campos de concentração, como o de Auschwits e câmaras de gás na Alemanha ou ainda visitar uma aldeia pobre da África, ou de algum outro país subdesenvolvido.
Você consegue achar graça ao ver um mendigo nas ruas, ou melhor, pagaria para desfrutar desta experiência desafortunada ? Aproveitando a desgraça destas pessoas, uma agência de turismo holandesa resolveu oferecer a seus clientes algo ainda mais próximo da vida real dos mendigos, por 400 dólares (aproximadamente R$ 1.4000 ). Por esta bagatela os turistas podem viver durante quatro dias nas ruas de Londres, Paris ou Amsterdã como verdadeiros mendigos. É proibido aos turistas o uso de bermudas, filmes fotográficos ou bagagem, sendo-lhes permitido levar somente um cobertor, um instrumento musical ou um caderno de desenhos, acessórios que podem ser úteis na hora de pedir esmola.
Com o dinheiro que conseguir arrecadar, o viajante deverá comprar sua comida ou, bebida. Os mendigos de mentirinha dormem ao relento, como seus colegas verdadeiros. Ao fim desse tour, eles podem “desintoxicar-se da pobreza e miséria”, passando alguns dias com um tratamento cinco-estrelas em um hotel chique da cidade. Pena, que o mesmo tratamento não possa ser dado aos verdadeiros mendigos. Surpreendentemente, mesmo depois de tanta provação, há quem dispense o hotel.
Embora o programa seja bastante realista, não deixa de ser uma encenação, pois de longe, funcionários da Kamstra Travel, a agência responsável pelo aventura, vigiam permanentemente os turistas, por vezes tirando foto dos mesmos para recordação da viagem, ou ainda para intervir no caso de maiores confusões ou violência. É esse esquema de segurança que
justifica o preço.
justifica o preço.
A programação, porém, não é totalmente segura, afirma Anneke Bakker, gerente da agência e portanto, idosos, crianças e adolescentes não são aceitos.
Algumas críticas estão sendo levantadas contra este tipo de turismo, pois tratam a pobreza com certo descaso e excentricidade, ferindo ainda mais a dignidade das pessoas pobres. Já o gerente da empresa e outras pessoas e autoridades ligadas ao setor afirmam que através desta experiência as pessoas mais ricas acabam sensibilizando-se com as dificuldades vivenciadas por estas pessoas e acabam até ajudando.
(baseado em notícia da Gazeta do Povo)
Luiz Fernando Roscoche
QUE TURISMO QUEREMOS ?
QUE TURISMO QUEREMOS ?
A atividade turística vem apresentando uma importância expressiva para a atual sociedade, seja em termos econômicos, ambientais ou culturais. O aspecto mais salientado no que se refere ao turismo são suas repercussões econômicas, discurso este ainda muito presente na argumentação de muitos políticos e de alguns membros do setor privado. Tal visão mostra-se um tanto reducionista e arcaica não expressando, assim, toda a complexidade do fenômeno turístico. O turismo não é apenas uma atividade econômica como muitos acreditam, suas implicações envolvem muitos setores da sociedade e os mais diversos sujeitos. O turismo não é um sistema auto-suficiente, pelo contrário ele é interdependente e configura-se como mais um setor da sociedade e para que este produza os benefícios de que tanto se houve falar, é necessário que outros setores da sociedade estejam funcionando de maneira satisfatória e em sintonia com o turismo.
Como nos lembra a ABAV “a atividade turística prescinde do relacionamento humano, da troca de experiências, do contato entre culturas. Isso é geração de empregos diretos. Para que se desenvolva, o turismo necessita de bons equipamentos de lazer, de comércio de qualidade, de hospedagem e de entretenimento. Isso é geração de empregos indiretos. O Turismo se desenvolve com maior rapidez em destinos que tenham bons aeroportos, boas rodovias, segurança e limpeza, tudo colocado à disposição, primeiramente, dos seus moradores. Isso é qualidade de vida pois o turismo se desenvolve em locais que sejam bons para se morar”.
Dentre as premissas que permeiam a discussão sobre o turismo destaca-se a importância da integração e participação da sociedade em todas as fases do processo de desenvolvimento turístico. No processo de planejamento da atividade turística deve-se identificar os envolvidos direta e indiretamente com o setor, e verificar seus interesses e a forma como vão ser atingidos pelo processo de desenvolvimento turístico. Antes de mais nada é necessário questionar: será que os municipes, o governo e a iniciativa privada querem e realmente precisam do turismo, mesmo sabendo que este pode gerar tanto impactos positivos quanto negativos? Estariam estes atores preparados para as conseqüências gerados pelo turismo?
Não basta apenas planejar o turismo para a comunidade, mas também planejar juntamente com a comunidade. Também é valido salientar que consulta popular não é o mesmo que participação popular, pois enquanto a primeira pressupõe uma consulta pontual em um determinado momento, podendo muitas vezes se apresentar como uma pseudo-democracia para legitimar aquilo que já estava decidido, a segunda pressupõe uma participação efetiva durante todo o processo, desde a concepção do planejamento turístico, até sua efetivação, monitoramento e reavaliação.
E se realmente queremos desenvolver o turismo, que tipo de turismo queremos? Será que o tipo de turismo que desejamos é compatível com nossos atrativos turísticos, com nossos equipamentos e serviços, nossa infra-estrutura, nossa mão-de-obra? Como queremos receber turistas se não possuímos as condições mínimas de acesso, alimentação e estadia? Será que teremos demanda para o produto que estamos oferecendo?
Antes de pensar o turismo, é necessário verificar a situação sócio-econômica da população e verificar o grau de satisfação destes com a sua cidade. Afinal, como pretendemos possuir apoio da população local nos projetos turísticos, se estes não se sentem bem em sua própria cidade? Como pretendemos que a população forneça informações sobre os atrativos turísticos se nem mesmo ela conhece? Como esperamos que a população se conscientize da importância do turismo se muitas vezes eles não possuem água tratada e sistema de esgoto em seus bairros ?
Não existem modelos de desenvolvimento turístico que possam ser aplicados a todos os lugares, pois cada local possui suas particularidades. Mas independentemente do modelo de desenvolvimento turístico que se adote, o município deve almejar um desenvolvimento sustentável do mesmo. O Prof. Dr. Mário Carlos Beni, lembra que a sustentabilidade no turismo deve primar pela sustentabilidade ecológica, ambiental, econômica, espacial, cultural, politico-social e institucional. Se tais pressupostos não forem respeitados poderão ocorrer práticas turísticas predatórias, podendo ocasionar um processo autofágico do turismo e prejudicando outras atividades.
No que se refere as políticas publicas municipais do turismo deve-se buscar (na medida do possível), a integração as políticas regionais, estaduais e nacionais o turismo de modo a obter maiores vantagens e benefícios. Neste sentido, especial destaque se dá as iniciativas de desenvolvimento regional, como por exemplo, a Serra Gaúcha, onde se criou o Núcleo de Pesquisa em Turismo e Desenvolvimento Regional através da Universidade de Caxias do Sul que tem como objetivo assessorar os diversos setores da sociedade no processo de desenvolvimento turístico regional. A presença da universidade neste contexto é de suma importância uma vez que esta exerce um papel de moderação dos interesses entre os setores e também assegura que as ações regionais possuam continuidade política, pois diferentes dos governos, as universidades não possuem uma descontinuidade política. È válido destacar que a integração regional do turismo é mais complexa do que a simples proposição de roteiros regionais que transpassam municipios.
Segundo Mário Beni a integração regional do turismo promovida através do que ele denomina “cluster turístico” “permite transferir benefícios de uma região mais rica a outra mais pobre, contribuindo para um melhor equilíbrio inter-regional. Ou seja, eleva as condições de vida das comunidades envolvidas pelos avanços em infra-estrutura e serviços proporcionados pelo turismo, ao mesmo tempo em que estimula e favorece o crescimento de outras atividades, provocado pelos investimentos turísticos''.
Muitas outras tendências da atualidade poderiam ser apontadas, porém, não nesta ocasião, em virtude do espaço que se tem disponível como também da complexidade do fenômeno turístico. Mais do que uma visão global da sociedade e das tendências desta e do turismo é necessário que os líderes municipais, a iniciativa privada, o terceiro setor e a comunidade debatam sobre as suas realidades, de maneira democrática e participativa e assim decidam que turismo eles desejam.
É importante acreditar em um turismo que seja conduzido de maneira ética e profissional, que respeite as diferenças, pois só assim ele pode se tornar um mecanismo de desenvolvimento não só econômico, mas principalmente social, capaz de proporcionar inclusão e integração social, contribuindo de maneira efetiva para a amenização das desigualdades sócio-econômicas.
Luiz Fernando Roscoche
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