quarta-feira, 14 de abril de 2010

CURSO DE INFORMAÇÕES TURISTICAS

Apresentação:
Dentre as grandes tendências do turismo mundial descritas pela Organização Mundial de Turismo (OMT, 2001), estão a crescente globalização da atividade; melhoria dos níveis de educação e do acesso a fontes de informação; crescente exigência por parte do turista e importância crescente da inovação e das novas tecnologias da informação.
No turismo a informação está presente antes da viagem, quando o turista decide pelos atrativos que deseja visitar, o preço que vai pagar e o tempo necessário para realizar sua viagem. Durante sua estadia ele necessita de informações para se locomover, informações sobre os atrativos turísticos visitados e informações a respeito de locais para alimentação, lazer, compras e outros. A diferença entre uma experiência positiva ou negativa muitas vezes reside na qualidade e idoneidade da informação prestada ao turista. Informações falsas ou erradas podem prejudicar de maneira significativa a experiência vivida pelo turista. Como diria um dos maiores pensadores do turismo no Brasil só teremos um turismo de qualidade quando as informações disponíveis ao turista também sejam de qualidade.
Pensando nessa problemática este curso visa formar profissionais capacitados em buscar, organizar, interpretar e difundir informações turísticas e possibilitando aos usuários tomarem decisões com uma maior possibilidade de acerto.

Conteúdo programático
 Conceitos de turismo;
 Motivações turísticas;
 Expressão oral;
 Principais fontes de informação;
 Organização e apresentação de informações;
 História e geografia do município;
 Curiosidades e fatos relevantes;
 Atrativos turísticos locais e suas características;
 Equipamentos e serviços turísticos;
 Infra-estrutura de apoio ao turismo;
 Material de divulgação;
 Perfil dos usuários de informação turística;

Certificados: serão fornecidos certificados aos participantes que tiverem 75%, de comparecimento no curso.

Carga horária total: 16 horas

Investimento: à combinar

Palestrante: Prof. Msc. Luiz Fernando Roscoche
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa; Mestre em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul. Atuou como bolsista e pesquisador da Fundação Araucária, MEC/SESU, Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Realizou e participou de trabalhos técnicos junto a Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Paraná e Prefeituras Municipais da Região dos Campos Gerais. Atua como colunista e colaborador de diversos jornais da região. Leciona a mais de 5 anos junto a Universidade Estadual de Ponta Grossa, atuando nos cursos de geografia, química tecnológica, engenharia civil, turismo e biologia. Atuou como instrutor do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) ministrando os cursos de informações turísticas, elaboração de roteiros turísticos, recepcionista de hotel e planejamento e organização de eventos. Trabalhou no curso de licenciatura em geografia modalidade à distância da Universidade Estadual de Ponta Grossa e atualmente no curso de Gênero e Diversidade na Escola à Distância promovido pela Universidade Federal do Paraná. Integrante de grupos de pesquisa, autor de capítulos de livros, artigos científicos e demais publicações.

Contato: (42)9916-5700 E-mail: luizfrrs@hotmail.com

CURSO DE PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS

Apresentação:
Os eventos ganham cada vez mais espaço em nossa sociedade. Empresas e até mesmo Estados e municípios buscam se tornar referencia na área. Os eventos ao contrário do que muitos pensam não servem apenas para fazer “festa” mas também como instrumento de marketing de empresas e municípios, realizar negócios, tomar decisões, celebrar, homenagear e outros.
Hoje, muitos eventos não alcançam os resultados esperados e o resultado desses fracassos são o desperdício de recursos e a insatisfação e frustração de expectativas tanto das pessoas que promovem como as que participam desses eventos.
Para que os eventos atinjam os objetivos esperados torna-se necessário realizar um planejamento adequado a cada tipo de evento. Existem normas e protocolos e convenções que não podem ser ignoradas na elaboração de um evento.
O mercado de eventos encontra-se em franca ascensão na atualidade e necessita de profissionais capacitados.

Público Alvo:
 Empresários;
 Dirigentes de instituições públicas e privadas;
 Estudantes;

Conteúdo Programático
 O que são eventos;
 Tipos de eventos;
 Perfil dos profissionais que atuam em eventos;
 Organização e planejamento do evento
 Normas de etiqueta;
 Locais para realização de eventos;
 Equipamentos necessários para a realização de um evento.
 Eventos Públicos e Empresariais
 Cerimonial, protocolo e etiqueta.
 Roteiro de cerimônias.
 Símbolos nacionais.
 Distribuição de bandeiras.
 Ordem de precedência.
 Tipos de mesa e composição.
 Tipos de atos e solenidades.
 Homenagens e condecorações.
 Formas de tratamento.
 Recepção das autoridades e convidados.
 Eventos Sociais
• Eventos sociais: formaturas, casamentos, "debut", bodas,batizados.
• Tipos de serviços e recepções
• Planejamento do evento: criação e utilização de "check-list".;
• Organização do evento: lista de convidados, convites, local, cardápio, repertório musical, cerimonial.
 Monitoramento e avaliação do evento.

Vagas: limitadas

Certificados: serão fornecidos certificados aos participantes que tiverem 75%, de comparecimento no curso.

Carga horária total: 24 horas

Investimento: à combinar

Palestrante: Prof. Msc. Luiz Fernando Roscoche
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa; Mestre em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul. Atuou como bolsista e pesquisador da Fundação Araucária, MEC/SESU, Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Realizou e participou de trabalhos técnicos junto a Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Paraná e Prefeituras Municipais da Região dos Campos Gerais. Atua como colunista e colaborador de diversos jornais da região. Lecionou a mais de 6 anos junto a Universidade Estadual de Ponta Grossa, atuando nos cursos de geografia, química tecnológica, engenharia civil, turismo e biologia. Atuou como instrutor do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) ministrando os cursos de informações turísticas, elaboração de roteiros turísticos, recepcionista de hotel e planejamento e organização de eventos. Trabalhou no curso de licenciatura em geografia modalidade à distância da Universidade Estadual de Ponta Grossa e atualmente no curso de Gênero e Diversidade na Escola à Distância promovido pela Universidade Federal do Paraná. Integrante de grupos de pesquisa, autor de capítulos de livros, artigos científicos e demais publicações.

Contato: (42)9916-5700 E-mail: luizfrrs@hotmail.com

terça-feira, 13 de abril de 2010

ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADEMICOS

ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADEMICOS

A produção de conhecimento é um dos mais importantes pilares em que se sustentam as instituições de ensino. É através da sistematização e divulgação dos produtos científicos (artigos, livros pesquisas, monografias, teses e dissertações), que compartilharmos o que é produzido pelos esforços dos pesquisadores entre a comunidade científica e a sociedade em geral.
Para que as pesquisas sejam confiáveis idôneas torna-se necessário seguir o rigor teórico metodológico exigido pela ciência em todas as etapas de elaboração e divulgação dos trabalhos científicos.
Muitos trabalhos acadêmicos, apesar de possuírem ótimo resultados caem em descrédito por não se adequarem às demandas científicas como a utilização de uma linguagem adequada, problemas de estruturação e organização, problemas técnicos de apresentação e outros.
É comum alunos recorrem a outras pessoas realizarem a correção ou adequação as normas técnicas exigidas. Além dos custos frequentemente elevados dessa prática some-se ainda o risco de resultados pouco confiáveis. Torna-se importante que sejamos capazes não só de elaborar trabalhos científicos mas também de analisar de maneira critica pesquisas e documentos científicos que nos são apresentados cotidianamente.


Data: 06 e 07/03/2010
Horário: sábado 08:00 – 12:00 e das 13:00 às 18:00
domingo das 13:00 às 20:00
Local: Rua XV de Novembro – Secretaria de Educação de Palmeira

Inscrições: Rua XV de Novembro - Secretaria de Educação de Palmeira – Fonte: (42)3909-5050

Público alvo: destina-se a estudantes universitários, alunos de pós-graduação, mestrado, ensino a distância, ensino médio, ensino técnico e professores.

Objetivos:
• Tornar o aluno capaz organizar, formatar e apresentar trabalhos acadêmicos de acordo com as normas da ABNT;
• Fornecer métodos e ferramentas para a facilitação da organização, formatação e apresentação de trabalhos acadêmicos;

Conteúdo:
• O que é o conhecimento?;
• Tipos de conhecimento;
• Características do conhecimento científico;
• Tipologia dos trabalhos acadêmicos;
• Regras gerais de apresentação de trabalhos acadêmicos;
• Estrutura de trabalhos acadêmicos;
• Descrição dos elementos que compõe a estrutura de trabalhos acadêmicos;
• Como realizar citações;
• Como realizar notas de rodapé
• Elementos pré-textuais e pós-textuais


Vagas: LIMITADAS

Certificados: serão fornecidos certificados aos participantes que tiverem 75%, de comparecimento no curso.

Carga horária total: 16 horas

Investimento: R$40 reais por participante (mínimo de 10 alunos por turma)

Palestrante: Prof. Msc. Luiz Fernando Roscoche
Graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa; Mestre em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul. Atuou como bolsista e pesquisador da Fundação Araucária, MEC/SESU, Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Realizou e participou de trabalhos técnicos junto a Secretaria de Turismo do Governo do Estado do Paraná e Prefeituras Municipais da Região dos Campos Gerais. Atua como colunista e colaborador de diversos jornais da região. Leciona a mais de 5 anos junto a Universidade Estadual de Ponta Grossa, atuando nos cursos de geografia, química tecnológica, engenharia civil, turismo e biologia. Atuou como instrutor do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) ministrando os cursos de informações turísticas, elaboração de roteiros turísticos, recepcionista de hotel e planejamento e organização de eventos. Trabalhou no curso de licenciatura em geografia modalidade à distância da Universidade Estadual de Ponta Grossa e atualmente no curso de Gênero e Diversidade na Escola à Distância promovido pela Universidade Federal do Paraná. Integrante de grupos de pesquisa, autor de capítulos de livros, artigos científicos e demais publicações.

Contato: (42)9916-5700 E-mail: luizfrrs@hotmail.com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DINHEIRO X ESPIRITUALIDADE

Se um dia pedirem para que você escolha entre o dinheiro e espiritualidade questione ao seu inquiridor se ele escolhe entre discurso ou prática. Algumas religiões orientais acreditam ser possível tentar equilibrar essas duas faces indissociáveis da vida.
É muito relevante a discussão sobre as problemáticas inerentes ao sistema capitalista e a forma perversa como este vem operando em nossa sociedade, gerando pobreza, desigualdade e todo tipo de infortúnio.
Porém, é engraçado escutar algumas criticas da igreja contra o sistema capitalista, pois, por muito tempo, Estado, capital e igreja tiveram (e em alguns casos ainda tem) uma relação muito estreita e intima.
Durante um longo tempo, pregou-se que o dinheiro, o lucro, a riqueza eram coisas mundanas e até pecado. Dizia-se que seria “mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar para o reino dos céus”. Muitas pessoas se culpavam por terem dinheiro e riquezas e para aliviar sua culpa, faziam vultosas doações para as igrejas. Essa lógica que enaltecimento da pobreza seria uma forma acomodar as classes mais pobres para que não almejassem melhorar de vida e evitar que estas de rebelassem contra o poder vigente.
Alguns religiosos dizem que a economia não é uma “coisa do Diabo”, mas criticam a forma como a economia é gerida. Segundo eles, a crítica não se dirige a nenhuma instituição ou pessoa especifica, mas sim, a mentalidade de concentração de renda que permeia a sociedade. E é aí que se iniciam algumas contradições do discurso e da prática de algumas religiões.
Como criticar a concentração de renda quando algumas igrejas possuem verdadeiras fortunas? Somente uma igreja em nosso país movimentou de março de 2001 a março de 2008 R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda.
Como criticar o sistema capitalista e defender um modelo de economia mais solidário quando algumas igrejas são proprietárias de bancos, empresas, emissoras de rádio, tv, etc?
Desde muito tempo, vender pedacinhos do céu, comprar a redenção dos pecados por módicas quantias é um negócio altamente rentável. Uma das razões dessa grande rentabilidade é que certas igrejas operam como verdadeiras empresas e possuem uma série de benefícios fiscais, permitindo que elas “não dêem a César o que é de César”. Segundo a jornalista Fabiana Futema (Jornal Folha. 11/07/2005), as igrejas não pagam Imposto de Renda e em alguns casos, são isentos do IPVA e do IPTU.
Muitas correntes religiosas pregam o desapego material para seus fiéis mas constroem verdadeiros impérios, cercados de luxo e de ostentação. O voto de pobreza e de solidariedade aos pobres chega a soar como hipocrisia para algumas religiões.
Existem casos, onde escolas e hospitais administrados por entidades religiosas foram construídos e melhorados mediante doações de fiéis e mais tarde se tornaram empresas particulares, que só atendem aqueles quem tem DINHEIRO.
Ou muito me engano mas, Jesus Cristo não fazia distinção entre as pessoas. Ele ajudou ricos e pobres, aconselhou enfermos, bandidos e prostitutas e jamais cobrou por isso.
Muitas igrejas não lhe darão mais do que palavras, mas lhe pedirão tudo o que você tem. Será que lhe darão comida quando estiver com fome; água quando estiver com sede ou roupas quando estiver nu? Mas se isso acontecer, esse será um momento sagrado de caridade onde o verbo se torna ação e o verdadeiro exemplo de Cristo é posto em prática.

Luiz Fernando Roscoche

Turismo de eventos é o que mais cresce na atualidade

Quem disse que uma cidade precisa ter obrigatoriamente atrativos naturais para atrair turistas? Um exemplo que demonstra o contrário é São Paulo, que fica com metade dos visitantes estrangeiros que desembarcam no país a trabalho. Segundo a Revista Exame, esse público gasta em média 110 dólares por dia, ante 80 dólares de um turista que viaja a lazer. A capital paulista é o palco de 80% das 160 principais feiras que ocorrem no país.
O turismo de eventos é um dos setores que mais cresce na atualidade, chegando a superar o crescimento do setor do turismo como um todo, com uma tava de crescimento de 12% nos últimos anos. Algumas vantagens atribuídas ao turismo de eventos se devem ao fato que podemos planejar os fluxos, podendo inclusive direciona-los para os períodos de baixa estação. A permanência dos turistas de eventos costumam ser maior do que os turistas convencionais, bem como gasto médio diário do turista de eventos é muito superior a dos turistas convencionais.
De acordo com estudos publicados pelo International Congress and Convention Association estima-se que no mundo sejam realizados mais de 70 mil eventos.
Os eventos que podem ter uma finalidade religiosa, esportiva, cultural, social, de lazer, negócios ou profissional. Esse ano, a África será sede de um dos mais esperados, a Copa do Mundo. Já o Brasil, se prepara para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo especialistas, cerca de 25 bilhões de reais serão investidos para dotar o país de infra-estrutura que será utilizada durante e até mesmo depois dos jogos. Muitos setores da sociedade serão beneficiados com esse evento, inicialmente acredita-se que o setor de construção civil será um dos primeiros beneficiados, mas, muitos outros postos de trabalho na área de segurança, alimentação, transporte e hospedagem serão envolvidos direta ou indiretamente.
Em nosso município, possuímos inúmeros eventos religiosos, étnicos e populares que atraem visitantes de toda a região. Alguns exemplos desses eventos é o Rodeio da Integração e a festa do Carneiro que já são tradicionais. Entre os eventos étnicos destaca-se a Festa Típica Polonesa de Santa Bárbara e a Festa Ítalo-Brasileira. Já entre as festas de cunho religioso, destaca-se a festa da Padroeira Nossa Senhora Imaculada Conceição que ocorre no dia 8 de dezembro, além da festa do Bom Jesus do Monte (que ocorre na localidade de Vieiras) e a Festa de Nossa Senhora das Neves, que ocorre na localidade do Cercado e é com certeza a maior festa religiosa do município, atraindo visitantes de muitas cidades do Estado.
Mas se planejássemos criar novos eventos no município que infra-estrutura teríamos disponível?
Para sediar palestras, conferencias e seminários teríamos somente na área central, teríamos o Cine Teatro Municipal e o Clube Palmeirense que juntos poderiam comportar quase mil pessoas. Próximo dali teríamos ainda os salões de eventos do clube Juventude Atlética Palmeirense e a Câmara Municipal de Palmeira (respectivamente com capacidade 420 e 130 pessoas) além dos auditórios dos Colégios Jesuíno Marcondes e Dom Alberto Gonçalves (ambos com 200 lugares). Já para eventos a céu aberto e de maior público, o município possui o Centro de Eventos Parque Caminho das Tropas, dotada de cancha de provas de areia de 35 m x 60m; um barracão 1.300 metros quadrados com banheiros, área para exposição de gado, cozinha; área para camping, pista de corrida de motocross, banheiros, pontos de energia, estacionamento, etc.
Embora o município possua inúmeras potencialidades para desenvolver o turismo de eventos, algumas deficiências merecem atenção, como por exemplo, a ampliação do número de leitos bem como da infra-estrutura de alimentação e transporte.
Porém, ninguém fará investimentos nessas áreas se não tiverem uma garantia de que esses eventos ocorram, nesse sentido, os órgãos competentes na área de turismo poderiam realizar captação de eventos. Desse modo o município poderia captar eventos de se adequassem a sua infra-estrutura e planejá-los de modo a proporcionar oportunidades para todos os envolvidos.


Luiz Fernando Roscoche

quarta-feira, 17 de março de 2010

A DISSOLUÇÃO DO PODER DAS CIDADES

As cidades são hoje o centro das atenções na sociedade moderna, seja pela sua importância econômica, política, cultural e ambiental.
Nosso país se torna cada dia mais urbano, possuindo uma média de mais de 80% da população vivendo nas cidades, fato este que possui tanto repercussões positivas quanto negativas na sociedade, na política, na economia, no meio ambiente e na cultura de um local.
Segundo o professor Doutor Adir Ubaldo Rech, o poder político nasceu nas cidades, sendo portanto, o embrião do Estado Moderno. Porém, o Estado passou gradativamente a se apropriar do poder e os recursos das cidades, enfraquecendo assim o poder local. É na escala local onde as necessidades do povo são efetivamente sentidas. Os órgãos do governo federal e estadual muitas vezes se mostram lentos e ineficientes no atendimento das necessidades dos munícipes.
Outro problema é a falta de autonomia legal dos estados e municípios que devem se submeter ao controle da União. Porém torna difícil em um país “continental” como o Brasil, onde os centros de poder ficam longe (seja em termos físicos ou políticos) da população, e por isso, não contemplam suas realidades. Assim, muitas vezes elaboram-se projetos, leis e outros que não possuem efetividade, legitimidade e eficiência nas escalas regionais, estaduais e locais.
O Estado por sua vez parece abrir mão de suas responsabilidades, mas não de seus recursos financeiros, prova disso é a regionalização e municipalização de muitos serviços antes prestados pelo Estado. O grande problema que se aponta é que o processo de descentralização das ações do Estado não são acompanhados de uma autonomia plena e muito menos com o repasse de recursos e o auxilio técnico necessário as escalas inferiores de governo.
Existe hoje uma profusão de normas e leis municipais que não é acompanhada proporcionalmente pela sua efetiva aplicação. Como diria o professor Doutor Adir Ubaldo Rech “cumprir as imposições legais é muito simples, mas assegurar qualidade de vida e evitar o caos é uma tarefa complexa”. Assim, não basta que as leis locais sejam cumpridas, é preciso existir um projeto de cidade mais amplo que não se restrinja a duração de mandatos políticos e que sobretudo seja reflexo dos desejos e necessidades de toda a sociedade e não somente de técnicos e dirigentes políticos.
Não é mais possível nos portarmos de maneira paternalista, esperando que o poder público revolva os problemas particulares de cada um ou de determinadas classes ou grupos sociais, devemos sim, participar de um projeto comum de cidade de maneira a gerar benefícios à toda a sociedade. Para isso, torna-se necessário que sejamos sujeitos conscientes do nosso passado e ativos na construção do presente e do futuro de nossas cidades.
A construção holística de uma cidade implica e existência e o comprometimento de todos os envolvidos de um projeto de cidade bem definido, que não fique a mercê dos interesses do mercado, crescendo de forma aleatória e caótica, flagelando a sociedade e seu meio ambiente.
A cidade segundo Aristóteles, deveria representar o auge da evolução da sociedade e da natureza humana de maneira a promover a segurança e o bem estar, porém em muitos grandes centros urbanos, a cidade representa o fim da própria dignidade humana, um local de violência, miséria e abandono.


Luiz Fernando Roscoche

terça-feira, 2 de março de 2010

Outro mundo é possível

Em face a ineficiência do estado em promover a defesa dos interesses sociais, nos últimos anos viu-se crescer de maneira significativa o número de organizações não governamentais, chegando no final do século XX a atingir a cifra de 20.000 organizações. Organizações estas que vem se servindo das mesmas “armas”, do processo de globalização, ou seja, utilizando-se das tecnologias de comunicação, como a internet, por exemplo. Esta se criando gradativamente no mundo inteiro, uma rede de pessoas ligadas por interesses comuns, que trocam informações e criam mobilizações no sentido da defesa de seus interesses. Um exemplo nítido deste processo ocorreu no ano de 1999 em Seattle, nos Estados Unidos, quando mais de 50.000 mil pessoas, de 700 organizações diferentes fizeram um protesto contra a reunião da Organização Mundial do Comércio, organizada pelo Fórum nacional de sobre a Globalização. O mais interessante é perceber que dentre as organizações que participaram deste protesto contra a globalização era possível encontrar entidades ligadas a sindicatos, entidades de defesa dos direitos humanos, ambientalistas, etc. A diversidade da composição deste protesto mostra na verdade o senso de cidadania das pessoas que sabem que as políticas arbitrárias da OMC, priorizam o sistema econômico e esquecem do social, sejam eles operários, ambientalistas, funcionários públicos, etc. Muitas vezes não é raro a mídia nacional e até internacional mostrar uma visão deturpada e descontextualizada por estes movimentos sociais, tidos como exemplos de caos e desordem. Certamente podemos encontrar alguns baderneiros entre os manifestantes, mas eles certamente não são a maioria.
Por outro lado, é possível compreender estas explosões de violência quando se percebe que mesmo que se dialogue, discuta e se manifeste, a voz da sociedade não é ouvida pelas autoridades mundiais. Além de não ouvir o Estado usa da legitimação da forças policiais e militares para impedir manifestações, infringindo não só os direitos humanos, mas a própria democracia. Prova disso é que muitos países e protestos no mundo inteiro não foram o bastante para deter o ataque americano ao Iraque, que agiu de maneira unilateral e bárbara, da mesma forma com vêem procedendo em relação aos acordos ambientais internacionais.
A Coalizão de Seattle em 2001 de forma pacífica realizou no Brasil um dos maiores acontecimentos sociais do mundo, com a realização do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, quando milhares de ativistas pesquisadores e outras pessoas das mais diversas partes do mundo se reuniram para discutir em torno do lema “Um outro mundo é possível”. Quase em concomitância com este evento uma pequena elite do poder mundial se reunia em Davos na Suíça para decidir o futuro econômico do mundo, através do Fórum Econômico Mundial. Percebe-se assim uma visão extremamente estreita dos líderes mundiais que enxergam o sistema econômico com um fim em si mesmo, não percebendo que este deve existir em função de uma sociedade. Sociedade esta que paga diariamente pelos impactos gerados pelo modelo econômico vigente, pois este por sua vez, se esquece que uma sociedade acaba pagando não só os custos econômicos, mas também os custos sociais e ambientais do modelo de “desenvolvimento”.
Acredito que um “Outro mundo é possível”, quando esquecemos as diferenças e nos unimos em prol da resolução de problemas em comum. Acredito ainda que a defesa de nossos direitos não deve ser feita somente por um ou outro grupo as sociedade mas sim um por todos, num exercício de cidadania.

Luiz Fernando Roscoche

segunda-feira, 1 de março de 2010

TURISMO RURAL: POTENCIALIDADE OU PRODUTO?

Assim como toda pessoa possui uma vocação, as cidades possuem as suas vocações, tendências que são constatadas através de sua caracterização produtiva, de sua mão-de-obra, sua localização geográfica, e mais alguns fatores que incidem na sua identidade produtiva. Um município pode ter uma ou várias vocações produtivas.
A formação do município de Palmeira se deu essencialmente em torno do Caminho das Tropas e mais tarde pela vinda de imigrantes europeus que fizeram a agropecuária prosperar significativamente introduzindo novas técnicas de cultivo e criação de animais.
Mas não foram apenas as atividades agropecuárias que prosperaram, afinal nesta fusão de etnias entre negros, portugueses, alemães, poloneses, russos, franceses, italianos, e outros, viu-se nascer uma diversificada riqueza cultural materializada nas edificações, na gastronomia, usos e costumes e outros que ainda persistem em nosso município.
Hoje uma das principais atividades do Município de Palmeira é a produção agropecuária, e ainda, segundo dados de IBGE do senso demográfico de 2000, dão conta de que em nosso município esta porcentagem fica em 56%, e por outro lado possuímos cerca de 44% de população que vive no meio rural, estes últimos distribuídos em diversos núcleos populacionais da zona rural, com predominância das mini e pequenas propriedades rurais, onde é desenvolvida a agropecuária familiar.
Outro fato de relevante importância e que contribui para uma possível consolidação do turismo em nosso município é o fato da proximidade geográfica de grandes centros urbanos, emissores de turistas, como a cidade de Curitiba.
Partindo destes pressupostos é possível afirmar que a vocação agropecuária pode vir a contribuir para uma possível vocação turística, tornando este ultimo vir a se tornar uma alternativa de desenvolvimento aproveitando os recursos naturais e culturais, ainda preservados no meio rural e ao mesmo tempo contribuindo para diversificar a economia de pequenos proprietários rurais, e melhorando sua qualidade de vida. Fala-se em alternativa por se considerar que não é necessário ao abandono das atividades agropecuárias tradicionais em detrimento do turismo.
É inquestionável a existência de potencialidades turísticas latentes em nosso município (principalmente ligadas ao turismo rural). Todavia, a simples existência de uma potencialidade ou de uma vocação não é suficiente, havendo a necessidade de existência de um produto final capaz de ser comercializado. Tal processo, exige um esforço em conjunto de toda a sociedade, para o planejamento e consolidação do turismo de maneira integrada e interdependente a cadeia produtiva local, tornando-se assim um agente efetivo de melhoria das condições socioeconômica da população local.

Luiz Fernando Roscoche

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PEDÁGIO: O PESADELO CONTINUA!!!!

PEDÁGIO ATÉ 2017 OU 2042???
Desde junho de 1998 o Estado do Paraná vive a amarga experiência da cobrança de pedágio. Segundo a jornalista Luciana Cristo “só no ano passado, as seis concessionárias do Anel de Integração devem ter arrecadado mais de R$ 1 bilhão com a cobrança do pedágio no Estado. Dados consolidados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) mostram que, só no primeiro semestre de 2009, a receita foi de R$ 532,7 milhões, dos quais R$ 13 milhões foram de lucro”. Enquanto os lucros das concessionárias federais giram em torno de 8%, as concessionárias do Paraná lucram em torno de 20%, de acordo com o DER. Tal discrepância levou o Tribunal de Contas da União querer saber o motivo das grandes diferenças entre os pedágios das rodovias Estaduais e Federais.
Ainda segundo o DER, apenas cerca de 30% dos lucros são revertidos em melhorias nas pistas.
Segundo o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) “as empresas vão faturar o orçamento de 2009, estimado em R$ 23,6 bilhões, até o encerramento do contrato em 2021. “Com a dinheirama arrecadada, o Paraná pode construir 15 mil quilômetros de rodovias, zerar três vezes o déficit habitacional e dotar todos os 399 municípios paranaenses de toda infraestrutura necessária aos serviços públicos de educação, saúde, segurança e assistência social”.
A taxa de aumento do preço do pedágio no Estado subiu 180,83%, desde que este foi criado. O preço variou de R$ 3,22, quando as praças foram criadas para os R$ 9,03 (em média), sendo que o maior aumento foi na tarifa da concessionária Ecovia (no trecho da BR-277 que liga Curitiba a Paranaguá), na qual a tarifa saltou dos iniciais R$ 3,80 para os atuais R$ 12,70, ou seja, um aumento de 234,21%.
O PASSADO...
Durante todos esses anos de vigência das concessionárias muitas foram as lutas contra as concessionárias seja por parte do governo do Estado ou da sociedade civil organizada, ambos impotentes perante a justiça.
Em uma dessas lutas, a senador da república Osmar Dias, no dia 27 de dezembro de 2000, apresentou ao senado uma moção de repúdio ao senado referente ao aumento de 20%, na época, nos pedágios cobrados nas rodovias paranaenses. Segundo a interpretação do senador, esse aumento inviabilizava setores estratégicos para a economia paranaense, em especial a agricultura e a agroindústria.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, “no ano de 2000, os preços foram reajustados e um acordo retirou algumas exigências contratuais, tais como 500 km de novas estradas que seriam construídas pelas concessionárias; postergação de obras de duplicações e contornos rodoviários para além de dez anos em relação à data de conclusão estabelecida no contrato original. Assim os usuários voltaram a pagar a mesma tarifa sem os benefícios das novas obras.”
O FUTURO AOS DEPUTADOS PERTENCE....
O atual contrato de concessão que é valido até 2017, permite que as empresas renovem por mais 25 anos, ou seja, até 2042.
Alguns esforços tentam impedir que as concessionárias tenham êxito em propagar políticas que prejudiquem a economia estadual e nacional. Nesse sentido, em meados de 2009, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) apresentou na Assembléia Legislativa requerimento que prevê a criação de uma comissão especial de para acompanhar a coleta de assinaturas e a tramitação do projeto de lei, de iniciativa popular, que regulamenta o pedágio no Brasil e acaba com a exploração e o prejuízo à economia nacional. Conforme o projeto, o pedágio só poderá ser cobrado em rodovias particulares, sendo vedada a cobrança em vias públicas. A cobrança só poderá ser feita em estrada quando coexistir rodovia paralela, pública e gratuita. O projeto proíbe o pedágio no perímetro urbano das cidades. A proposta ainda isenta da cobrança de pedágio caminhões transportadores de alimentos, carros oficiais, ambulâncias e carros de emergência similares. E veículo emplacado na cidade onde se encontra a praça coletora.
Outra proposta do projeto de lei (artigo 10º) é que em qualquer momento o Estado tenha o direito de retomar as rodovias mediante lei e decreto autorizativos, desde que realize o depósito em juízo da quantia de benfeitorias executadas pela concessionária pelos dez últimos anos de concessão.
As propostas para 2017 parecem ser boas, resta saber se estas serão efetivadas ou se a população arcará com os preços abusivos dos pedágios no Paraná. Espera-se também que a população se mobilize no sentido de pressionar seus representantes para que estes defendam seus direitos e não se vendam aos interesses das corporações.

Luiz Fernando Roscoche

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BIG BABACA BRASIL

“BIG BABACA BRASIL”
Certa vez, Sérgio Augusto fez o seguinte comentário “A Holanda, que um dia nos enviou a missão de Mauricio de Nassau e ao planeta ofertou Espinoza, Rembrandt, Vermeer, Van Gogh, Erasmo, Frans Hals, Bert Hanstra, Mondrian, Nina Foch, Joris Ivens, Cruyff e a cerveja Amstel, agora vive de exportar uma cretina gincana televisiva cujo título vampiriza um clássico da literatura inglesa do século passado que nada tem a ver com folguedos competitivos e patacoadas exibicionistas”. Para quem não entendeu, Sérgio está fazendo uma alusão ao famigerado programa “Big Brother”, sobre o qual, uma empresa holandesa detém os direitos autorais e que alimenta o desejo voyerista de espectadores em todo o mundo, inclusive no Brasil. Já o clássico da literatura inglesa, citado pelo autor, é uma referência a uma obra de George Orwell.
“Evoluímos muito” desde a Roma Antiga, não atiramos mais cristãos aos leões, agora, “o espetáculo” é proporcionado por pessoas dentro de uma “jaula de luxo”, onde nós, “os juízes”, podemos estudar e julgar o comportamento dos participantes e decidir quem leva para casa o prêmio de 1 milhão de reais. Neste mundo globalizado deixamos de falar mal da vida de nossos vizinhos e censurar seus atos para bisbilhotarmos a vida dos moradores deste zoológico hi-tec.
Mas, deixando de lado a falta de conteúdo e a bestialidade deste “espetáculo”, podemos nos ater a questões mais específicas, como por exemplo, as cifras do referido programa. Imaginem que cerca de 20.000.000 (milhões) de ligações do povo brasileiro em apenas um “paredão”, votando em algum candidato para ser eliminado. Se estimarmos que o preço da ligação é de R$ 0,30 (trinta centavos), então teremos R$ 6.000.000,00. Mas, vamos supôr que a rede Globo fique com apenas 50% deste valor e o restante com a companhia telefônica, mesmo assim, teríamos uma arrecadação de R$ 3.000.000,00. Lembrando que isso em apenas um “paredão”. Mas a arrecadação do programa não para por aí, existe ainda o patrocínio de grandes empresas de cosméticos, cervejarias e outras, além é claro da arrecadação das assinaturas de TV e da internet para que as pessoas possam assistir o mesmo em tempo real.
Fico pensando que milhões de brasileiros ligam semanalmente para este programa, tirando dinheiro do seu bolso para participar de algo tão sem conteúdo. Em contraposição são incapazes de exercer seu direito democrático, fiscalizando os gastos públicos ou realizando campanhas para ajudar as pessoas que realmente necessitam. Alguém sabe quais foram as cifras da arrecadação destinada aos desabrigados do Estado de Santa Catarina, afetados por catástrofes climáticas?
O que indigna mais, é a idolatria aos participantes, chegando-se ao cúmulo de em uma de suas edições escutarmos o apresentador deste programa, chamá-los em uma determinada edição de “Heróis”.
Segundo o dicionário Houaiss, herói é um indivíduo notabilizado por seus feitos guerreiros, sua coragem, tenacidade, abnegação, magnanimidade etc, ou ainda indivíduo capaz de suportar exemplarmente uma sorte incomum (p.ex., infortúnios, sofrimentos) ou que arrisca a vida pelo dever ou em benefício de outrem.
Como diria Daniela Baracat Sâmara, em uma mensagem que circula pela Internet “heróis são os milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia; são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna; são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados; são aqueles que conseguem viver com apenas um salário mínimo”.
Quer ser um verdadeiro “brother” (irmão)? Então da próxima vez ligue para contribuir para milhares de entidades assistências de caridade espalhadas pelo nosso país e pelo mundo. Quer dar um “espiadinha”, então, primeiro abra os olhos e olhe para dentro de você e, quem sabe assim, poderá enxergar com mais clareza o mundo a sua volta. Já é um bom começo!

Luiz Fernando Roscoche